INSTITUTO DE ESTUDOS DA COMPLEXIDADE

ATIVIDADES NA MODALIDADE CURSOS

 

 

GRUPO DE ESTUDOS SOBRE A CLNICA DO ALCOOLISMO E DA TOXICOMANIA, EM FREUD E LACAN.
  
Objetivo: 
 
Neste grupo, traaremos nosso estudo a partir de alguns recortes de textos da obra de Freud e do ensino de Lacan, com o intuito de investigarmos, sobretudo, como os conceitos de pulso e gozo se encontram referidos temtica do uso indevido de lcool e outras drogas.
No decorrer dos encontros, os textos estaro sempre atrelados ao que a experincia clnica com estes pacientes nos fornece e nos ensina. E para tal, manteremos constantemente o paralelo entre a teoria e a clnica - fundamento este inerente psicanlise.
  
Logo, mediante os textos de Freud, Lacan e outros, a finalidade do Grupo de Estudo ser o de desenvolver os seguintes aspectos da clnica do alcoolismo e da toxicomania:
 
1. O conceito de sujeito.
2. A funo do objeto droga.
3. A clnica do agir (acting out) em detrimento da palavra.
4. Dificuldades no estabelecimento da transferncia.
5. Como eles chegam ao tratamento?
6. O que eles demandam?
7. A relao do sujeito com o gozo flico.
8. Que possveis manejos clnicos?

  

Justificativa:

 

Ressalto, em primeiro lugar, a importncia deste Grupo de Estudo, tendo em vista a relevncia do tema para os dias de hoje. E em segundo, pelo fato de existir poucas cadeiras nas Graduaes em Psicologia que venham a discutir a fundo este quadro to alarmante da subjetividade contempornea. Quadro este que nos move, enquanto psicanalistas, ao estudo, com o intuito de melhor acolhermos este tipo de sofrimento psquico cada vez mais comum, e que vem se apresentando em todas as classes sociais.

 

O contemporneo traz para a clnica quadros irredutveis ao que antes era estudado em psicanlise. No estamos, em muitas vezes, mais diante de um sujeito divido que aponta para uma falta. Os quadros da atualidade descartam o que antes era apresentado pela fala destes pacientes. Temos agora sujeitos obedientes ao seu gozo, a sua droga de escolha; recurso este que o livra de se haver com os impasses da castrao. A droga entrar na vida de um sujeito a fim apaziguar algo da ordem do insuportvel, que no foi possvel de ser tomado numa dimenso simblica, frente ao seu desejo e sua relao com o Outro. A clnica contempornea ter como objetivo fazer passar do vazio  falta, buscando a emergncia do sujeito do inconsciente. Trabalho rduo que o analista - no lugar de suposto saber - ser encarregado numa luta incessante contra o objeto droga, objeto da realidade, que tem como efeito, sobre o sujeito, tamponador de suas angstias. Sendo assim, por meio da investigao sobre estatuto psquico do objeto droga, em outras palavras, sobre a sua funo da droga para aquele determinado sujeito, se abrir a possiblidade deste estabelecer uma real demanda se anlise, se iniciando, desta maneira, um trabalho em direo a seu desejo.

 

No site da Secretaria Nacional Anti-Drogas (SENAD) no h nenhuma aluso ao instrumento da psicanlise como modalidade de tratamento para os quadros de alcoolismo e toxicomania. Com efeito, destaco a importncia de nos apoderarmos mais dos textos que podem nos servir de base para escuta destes pacientes.

  

Constituio do Grupo:

O Grupo se constituir como um grupo aberto, com no mximo 7 pessoas. O Grupo poder receber novas pessoas a qualquer momento, mesmo que um desenvolvimento terico j tenha se iniciado (se estiver em um nmero menor de 7).

 

Metodologia:

Utilizaremos recortes dos textos abaixo citados, com a finalidade de a partir do que a teoria pode nos fornecer, amadurecer os possveis manejos clnicos com os sujeitos alcoolistas e toxicmanos. Ressaltaremos, ento, as partes mais importantes, delineando as passagens que conduziro ao melhor esclarecimento dos aspectos particulares desta clnica.

 

Pblico alvo: estudantes e profissionais de psicologia.

Preo: 25 reais por encontro.
Dia da semana e hora: s teras-feiras de 19:30 s 21hs.

Localizao: Rua Padre Elias Gorayelo, 15/ sala 207, Edifcio Banespa, Tijuca (ao lado do metr da Saens Pena).

 

Previso de incio: 01 de setembro de 2009.

Trmino: agosto de 2010.

Ms de frias a combinar com o Grupo.

 

Certificados conferidos pelo IEC ao final deste perodo.
  

Ministrado por: 
 
Adriana Lipiani  (cel: 8106-8676)
Especialista em Assistncia Usurios de lcool e Outras Drogas, pelo PROJAD/ IPUB/ UFRJ.
Especialista em Psicanlise e Sade Mental, pelo CEPSAM/ UERJ.

  

Referncias Bibliogrficas:

 

BAPTISTA, M. A intocvel natureza da toxicomania, In: Toxicomania: uma abordagem clnica. (org.) Marcos Baptista e Clara Inem – Rio de Janeiro: NEPAD/ UERJ. Sette Letras, 1997, p. 37-42.

 

BENTES, L. O Manejo do Incio das Toxicomanias, In: Toxicomania: uma abordagem clnica. (org.) Marcos Baptista e Clara Inem – Rio de Janeiro: NEPAD/ UERJ. Sette Letras, 1997, p. 153-158.

 

BITTENCOURT, L. Algumas Consideraes sobre a Neurose e a Psicose nas Toxicomanias. In: Drogas: Uma Viso Contempornea. I Jornada sobre Toxicomania do NEPAD/ UERJ - Rio de Janeiro: Imago Ed, 1993 a., p. 81-91.

 

________________   A Clnica das Entrevistas Preliminares nas Toxicomanias: A Desmontagem da Demanda de Tratamento. In: De Quem se Trata? Notas para uma Clnica das Toxicomanias. Cadernos do NEPAD/ UERJ, Ano 1 – no 1, 1993 b.

 

________________   O rei est nu: um dos avatares da funo paterna na sociedade contempornea. In: Drogas e Ps-modernidade: prazer, sofrimento e tabu / (org.) Marcos Baptista, Marcelo Santos Cruz e Regina Matias – Rio de Janeiro: EdUERJ, 2003, p. 97-110.

 

DRIA, A abstinncia do analista, In:  Toxicomania: uma abordagem clnica. (org.) Marcos Baptista e Clara Inem – Rio de Janeiro: NEPAD/ UERJ. Sette Letras, 1997, p. 129-136.

 

FREUD, S. Edio Standart Brasileira das Obras Completas. Imago: Rio de Janeiro, 1996.

 

_____________  Rascunho D. Sobre a Etiologia das Neuroses, In: op.cit, 1893, vol. 1.

 

_____________  Projeto para uma Psicologia Cientfica, In: op.cit, 1895, vol.1.

 

_____________  Os Trs Ensaios sobre Sexualidade, In: op.cit, 1905, vol.7.

 

 

_____________  Sobre o Narcisismo: uma Introduo, In: op.cit, 1914, vol. 14.

 

______________  As pulses e suas vicissitudes, In: op.cit, 1915, vol. 14.

 

_____________  O Recalque, In: op.cit, 1915, vol.14.

 

_____________  Luto e Melancolia, In: op.cit, 1915, vol. 14.

 

_____________  Alm do Princpio do Prazer, In: op.cit, 1920, vol. 18.

 

_____________  O Ego e o Id, In: op.cit, 1923, vol. 19.

 

_____________  O Mal-Estar na Cultura, In: op.cit, 1930, vol. 21.

 

INEM, C. L. Eclipse do desejo, In: O Brilho da Infelicidade (org.) Lenita Bentes e Ronaldo Fabio – Rio de Janeiro: Kalimeros – Escola Brasileira de Psicanlise, 1998, p. 99-106.

 

LACAN, J. (1956-57) O Seminrio, livro 4: a relao de objeto. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1995.

 

LACAN, J. (1959-60) O Seminrio, livro 7: a tica da psicanlise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999.

 

LACAN, J. (1962-63) O Seminrio, livro 10: a angstia. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.

 

LACAN, J. (1964) O Seminrio, livro 11: os quatro conceitos fundamentais da psicanlise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1999.

 

LACAN, J. (1968-69) O Seminrio, livro 16: de um Outro ao outro. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008.

 

RECALCATI, M. A questo preliminar na poca do Outro que no existe. In: Latusa Digital - n 7 - ano 1 - junho 2004. (Revista Escola Brasileira de Psicanlise) - Rio de Janeiro.

 

VIGAN, C. As dependncias patolgicas. In: Latusa Digital - n 33 - ano 5 - junho 2008. (Revista Escola Brasileira de Psicanlise) - Rio de Janeiro.