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Convênio SINTUFRJ -
O Instituto de Estudos da Complexiadade e o Sindicato dos
Trabalhadores em Educação da UFRJ celebraram um convênio
para atendimento dos funcionários da UFRJ sindicalizados.
Para tanto, basta entrar em contato através do nosso
telefone solicitando atendimento. Os valores para
atendimento encontram-se dentro do nosso projeto Clínica
Social de Psicanálise. |
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Colocar-se a
serviço da construção de um tecido social
facilitador e promotor de escuta mútua, do cuidado
de si e do outro;
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Exercitar a
psicanálise como prática social de possíveis
transformações micropolíticas;
-
Trabalhar pela
formação de terapeutas implicados com as causas
sociais de interesse público, em especial, aquelas
concernentes à defesa dos Direitos Humanos, tendo em
vista também, os desdobramentos multiplicadores
desta formação;
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Minorar seus
efeitos nocivos através do tratamento psicanalítico
de pessoas carentes afetadas pela violência;
-
Contribuir para
a redução dos índices de violência na cidade do Rio
de Janeiro;
-
Tecer uma rede
social a partir dos atuais parceiros do IEC e
-
Realizar
prospecção de novas parcerias
O projeto se esforça
por praticar, em sua autogestão, o sentido de
comunidade, evitando as hierarquias e as cristalizações
das funções administrativas, fortalecendo os espaços
coletivos de discussão e decisão.
Destinado à prestação de serviços e à formação dos
clínicos, pretende colocar-se como um laboratório,
visando demonstrar que outras formas de organização
podem ser sustentáveis a partir de diferentes maneiras
de tecer o laço social.
Todo o trabalho da
clínica é voluntário. Das mais simples às mais
complexas, todas as tarefas de manutenção do espaço
físico são exercidas pelos terapeutas que se revezam
nestas atividades. A gestão econômica da Clínica é
regida por um forte sentido anti-utilitário. Os recursos
arrecadados são revertidos para o pagamento de custos
necessários à manutenção do espaço.
As dificuldades
encontradas no percurso desses 8 anos nos indicaram os
caminhos de constituição de um ethos grupal que resulta,
de forma espontânea e recursiva, no reconhecimento e
crescimento pessoal daqueles que mais investem no
coletivo. Individualmente, na convivência grupal, todos
parecem compreender que o crescimento pessoal está
intrinsecamente ligado à dedicação voluntária de uma
parte de si, ao serviço de todos. O lucro do
enriquecimento humano, para cada um de nós e para nossos
pacientes, é inestimável.
Em muitas ocasiões,
os impasses ligados à questão do desenvolvimento do
projeto, colocam-no em situação de risco. Não apenas de
sua subsistência, mas especialmente daquilo que alimenta
seu espírito e que, como tudo que vive, pode se
corromper. Em 8 anos de trabalho, os desafios se
amplificaram, o número de terapeutas engajados
quintuplicou e aumentou em muito a qualidade de suas
formações profissionais (são 17 psicoterapeuta que
atendem em média 90 pacientes na atualidade). Ainda assim, é um projeto
pequeno.
Como alternativa à
visão produtivista/quantitativista, diríamos com Edgar
Morin: “antes melhor do que mais e por vezes mesmo
menos, porém melhor.” Por este motivo, até o momento,
nossa clínica se esforçou por privilegiar o melhor
atendimento a um número menor de pessoas, opondo-se à
lógica da produtividade que promove uma ideologia da
quantidade em detrimento da qualidade. Porém,
concordamos claramente, ainda com Morin, quando ele
afirma: “quando se trata dos despossuídos, o mais deve
caminhar junto com o melhor .”
Este tem sido nosso
desafio atual: a busca de recursos financeiros para
aumentar a oferta dos serviços. Ampliar sem perder a
consistência operacional ou deixar deteriorar a
filosofia que rege a gestão da Clínica do IEC. Em uma só
frase, como fazer caminhar juntos, o mais e o melhor.
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